"The poetry of earth is never dead" (A poesia da terra nunca morre) Keats - "Construir para se destruir" Paul Valéry - blog do Poeta F.G.M.

sábado, 9 de setembro de 2017

FAÇA-SE O SHOW: O MUNDO VIRTUAL E A BANALIZAÇÃO DO SER (REAL)



Não se espera que a virtualidade contemple as angústias mais sutis da natureza: como intempéries, sentimentos ou emoções. A sensação de calor ou a luz da tarde sob os olhos também não estão lá, a não ser que o sujeito abra vídeos, imagens de cada coisa que ele supõe ser real em sua intangibilidade e que, a seu bel-prazer – ou de outros – ele mistura, a um só tempo, garotas asiáticas bronzeadas com auroras boreais em 4k. Ecologia e iphone; capitalismo e felicidade. O mundo virtual se utiliza da linguagem do espetáculo para entreter corpos, incinerar consciências e abduzir sensações ou sentimentos. É preciso, urgentemente, se afastar do real.
Não importa o conteúdo, o dilema humano, o traço artístico que se esboce no desenho ou na face do indivíduo. O que importa é o show! Um gato pulando dentro de uma caixa, um bebê sorrindo mil vezes, memes sobre bolsas, baralhos e baratas sobrevivendo a uma catástrofe nuclear. Todo o sentido foi exaurido, no mundo virtual, ao mínimo possível de significação: é puro brilho, os ícones saltam aos olhos, as cores, as formas, os sons – se perdem no que Peirce chama de primeiridade. Nada significa, é puro esvaziar-se mutuamente, porque, ainda que pertençam à primeira categoria de signos, são apenas fantasmas virtuais.
Os indivíduos, possíveis interpretantes, se colocam no lugar da vala, do vazio, para consumir informações na velocidade da luz. E, a cada postagem ou figura ou brilho ou som hilariante, as pessoas se perdem dentro de um mundo virtual sem referências ou razões, se alimentando de conteúdos assistemáticos, fragmentados, incompletos, formando, o que muitos autores (Hegel, Marx) chamam de alienação. É um processo de automatização do ser (seus vídeos estão prontos), de proteínas diárias (seus memes estão prontos), doses niilistas de pura essência de humanidade produzida em laboratório (suas ideologias estão prontas) para filtrar qualquer existência humana do mundo virtual, qualquer resquício humano que possa se rebelar contra a redoma virtual de artificialidade. Quem se rebela, é engolido; quem se rebela, e tem público, se torna engolidor.
E, por trás de cada causa, ideologia, vídeo, fotografia, duas forças se infiltram terrivelmente: o show e a publicidade. O “SHOW” transforma Shakespeare em puro entretenimento. O “SHOW” condena a literatura ao adestramento do ser. O “SHOW” transforma filosofia e sociologia em mercadoria e produto de alienação. O “SHOW” define as leis do mercado e, portanto, atinge as massas em cheio. O “SHOW” resume a trama complexa e a intriga de Game of thrones à bunda de Jon Snow. O “SHOW” pulveriza a poesia à infecção da autoajuda. O “SHOW” se apropria do ser para destruí-lo em sua essência. O “SHOW” anestesia o discurso de Malcolm X e Luther King. O "SHOW" transformou a política em brincadeira de criança. No mundo virtual, cada indivíduo é responsável por sua ruína e, inevitavelmente, em rede, pela dos outros. Poucos conseguem sobreviver a isso sem carregar traumas. Eis aí o "SHOW", não feche os olhos para o espetáculo, é proibido! Precisa-se de visualizações.
O ato mais simples de uma criança, como rasgar um papel qualquer, pode ser tornar, no mundo virtual, show e publicidade. A coisa mais grotesca, absurda, deplorável, pode atingir o sucesso. O texto mais simplório e enlatado é exaltado às alturas nas redes sociais. O texto mais complexo e intrincado é renegado a três caminhos: ao esquecimento, à indiferença ou ao esvaziamento do show (no sentido de perder a essência). A produção acidental mais absurda e intratável é arte em todas as instâncias do pretensioso mundo virtual. O verbo “viralizar” só pode significar doença. Os usuários estão presos ao cordão umbilical da grande mãe-virtual que os alimenta e os oculta. A diferença do cordão real é que ninguém nascerá, e todos estão presos, e todos serão, em tempo, abortados no leito.
Se não houver show, não há necessidade de existir. É preciso ver com o smartphone na mão. O vício se torna um ofício industrializado no mundo virtual. O ser é consumo; o ser é ocioso; é preciso entretê-lo; é preciso saber do que ele gosta; é preciso explorar sua ignorância e seu desnorteamento; ser é crer que o mundo é um lugar cheio de oportunidades; ser é perigoso, portanto é preciso controlá-lo em seu descontrole; é preciso adestrá-lo em sua ideologia. O mundo virtual se tornou a obra de um grande deus raivoso, ganancioso e manipulador. Nós somos a cria desse grande reality show do ser – banalizado em si, banido de sua existência real. Observação: se tudo o que eu disse aqui é porque eu não soube usar o mundo virtual, enfim, então você sabe, portanto continue.

F.G.M.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Redes sociais e a realidade: a dor de (não) existir


As redes sociais me prenderam por muito tempo. Elas são, no início, uma ótima solução para a distância e sociabilidade, mas, depois de um bom tempo, se tornam uma prisão inviolável. A promessa é de reconciliação, união com os amigos distantes, interação entre pessoas. Apesar de imaginarmos isso, ao longo da jornada, o que se vê é frieza, desumanidade, necessidade de destruir o outro, incoerência entre tudo e por tudo e para todos,  além de abuso e falta de limites em absoluto.
Você se torna algo para usar quando alguém precisa de ti. Ninguém está preocupado com ninguém a fundo e, fora isso, tudo o mais é um sinal de egoísmo, que se relaciona com o humanismo e altruísmo hipócritas de todos. O mais cruel é que cada pessoa se disfarça em personas incorruptíveis, inabaláveis, superiores ou até louváveis. São poderosos, como são os personagens do filme Matrix quando estão conectados à realidade virtual. Até quando se depreciam, sentem-se piores que os demais. O bom senso, parece-me, não faz parte da realidade virtual dos indivíduos.
Tudo o que você posta, na verdade, é uma fatia muito pequena da realidade e todos estão fatiados nas redes sociais. Em outras palavras, você se relaciona com pedaços, sobras, objetos. Em meio às ruínas, a arrogância é plena e poucos estão dispostos a enfrentar a fraqueza, espalhar bondade, doação ou vontade de aprender. As pessoas lá não estão abertas para ver o mundo de uma maneira diferente, múltipla, como muitos viram antes delas ao mostrarem suas visões para todos, como a poesia, as artes e a ciência. Há um imperativo de “bem estar” falacioso que a maioria compartilha talvez para servir de cano de escape do mundo real, de suas demandas e, por outro lado, para servir de fumaça para a atmosfera dos outros; e, no meio de tanta poluição, surge uma tentativa maníaca de se exibir para os demais como persona intelectual, sexy, diferente; e tudo isso é gritante, patético, obsessivo. E, no fim das contas, são só fragmentos de uma máscara que não se recompõe no rosto real.
Você é assujeitado, está sujeito a ver qualquer tipo de coisa, inclusive o que os outros postam (imagine o que você já viu sem querer), além de publicidade barata, paga e invasiva, baseada no teu histórico de pesquisa. Seus olhos são a vitrine, na verdade, e cada clique dado é um abuso de privacidade. Você tem que conviver com a mais imatura das criaturas e, ainda assim, ser xingado de louco, radical e impopular, só porque ousaste pensar ou criticar a criatura que, no mundo real, é tão pequena quanto um mosquito. Ali, o pensamento não é bem-vindo e ter opinião significa apenas causar, ou seja, ignorar o conhecimento. Ser real é perigoso no mundo virtual e as pessoas não estão dispostas a ver seu mundo fantasioso se desfazer.
Encantado, você alimenta a rede social, ela te suga e ganha em cima de você,  de suas ilusões, de seus selfies, pretensões, álbuns de fotos, comentários, likes, sentimentos ou o que sobrara da essência. Você se acha importante, mas está restrito ao teu pequeno círculo de “amigos” que não representa nem um terço do afeto que eles têm (se tiverem) por você. A ilusão de ser popular, em verdade, não passa de ilusão: é pura estatística policial. O único ganho real do usuário é raiva, inveja, ciúme, tristeza, desprezo, vaidade, sentimentos que pouquíssimo acrescentam à grandeza do espírito. Aquela naturalidade especial, simples, compartilhada com e para amigos, se perde; a singularidade entre você e o outro escoa entre um conjunto de pirotecnias sem fim: memes, pseudociência, vídeos e imagens e a necessidade de aparecer do outro; ser especial, como escrever um livro, sentir dor nos rins, ou ler uma carta de amor para o amor de sua vida, se torna tão banal quanto uma briga de vizinho ou o tropeço de um bêbado que viralizou no zap-zap. As redes sociais são como o vírus da imunodeficiência adquirida: quem te mata, depois de ter seu sistema imunológico arrasado, realmente, são todas as outras doenças.
A sensação que se tem é que você está sempre numa esquina sentado à espera de quem quer que seja e por qualquer razão, por mais absurda e abusada, você deve atender ao desespero dos outros, você está disponível para ouvir e até mesmo para ser desrespeitado, porque, afinal, nada é verdadeiro ali e tudo é válido nas redes sociais. As pessoas te usam quando precisam e te descartam na mesma proporção. A ilusão de elo que as redes sociais tentam vender é, no fim das contas, um estado de alerta para as necessidades do outro que você tem que atender uma hora ou outra, quando  precisarem, e se não estiver disponível como eternamente parece estar no sorriso da foto do perfil, – serás ignorado e, no caso mais extremo, excluído da “conta” ou da vida dessa pessoa que disse ser sua amiga um dia. Isso é bem próximo do real, com a única diferença que, nas redes sociais, as pessoas estão sempre dispostas para se exibir diante de uma tragédia iminente do outro.
O maior problema para mim é que as pessoas estão transformando o mundo real em virtual, e isso é tão perigoso e destrutivo. No mundo virtual, cada um se coloca como o centro do Universo (só porque é dono de um perfil) e se torna mais mimado do que um filho único desmamado. Ai de quem não fizer o mundo real girar em sua rotação! Ai de quem contrariar o ser humano que acredita ser um demiurgo! Ai de quem olhar torto para ele! Ou para ela. Eles podem tudo no mundo virtual e creem que no mundo real as regras devem ser as mesmas: a do "meu umbigo". Isso é um grande perigo, um grande risco para a alteridade.
Ficamos doentes demais com as redes sociais. As pessoas perderam o parâmetro saudável da transgressão e se tornaram adestradamente perturbadas. “Se você não me curte, eu não te curto”, “olha como sou inteligente depois de postar esta foto com livros”, “se você não me segue, não te sigo”, “não falo mais com aquela pessoa que me deixou no vácuo no menssenger”, "ele descurtiu a página que eu paguei para fazê-lo curtir à força, Deus vai acabar com ele, eu sei" – e por aí vão se multiplicando as loucuras. Afinal, apesar de tudo, esta é minha opinião, porque eu criei o céu, o sol e as estrelas.
Depois que me excluí das redes sociais, percebi como retrocedemos utilizando a melhor das ferramentas. Quer dizer, conseguimos fazer o pior com o melhor. E muito pior. Abandonamos valores e pessoas que estão do nosso lado por pessoas que mal nos conhecem ou sabem o que sentimos quando pensamos ou o que somos quando existimos. Acreditamos que, por trás dos perfis das redes sociais, não havia ninguém, ou seja, eu posso maltratar, violar e violentar aquele ser-virtual, "inexistente". Com o tempo, você vai percebendo que ninguém ali está livre da imagem que criou e, a todo o instante, cada um deve sustentar um ser de papelão, faça chuva, faça sol. E a vida não se resume a isso felizmente. O desafio é, a um só tempo, difícil e fácil de cumprir, porque, seja no mundo virtual ou real, o dilema maior ainda é o de ser, seguido de existir. Cabe a cada um se reconectar novamente ao ser, à vida, ao amor. Nunca me senti tão bem depois de me livrar de vez dessa grande caverna digital.

F.G.M.

sábado, 2 de setembro de 2017

Ser _____



Ser _____ é, em meio a tanto amor que reserva e espalha, lidar com a indiferença, a ignorância, a descrença e a má-fé. Não é fácil ser _____. É, por outro lado, lidar com o amor, o respeito, a admiração e o reconhecimento. Ser _____, portanto, é um desafio enorme, raramente não é. É reconhecer o outro no que o outro pode ser e, além do mais, ser ____ é ir de encontro a toda miséria do mundo e reconhecer, dentre os destroços, uma saída, um ser, qualquer sinal de esperança, bússola e vida.
É agir além de suas limitações e reagir ao espírito vazio das épocas, pressentir, como um perigo iminente, o próximo grito, o novo insulto, a última luz. Ser ____ excede quaisquer expectativas e, ainda assim, não conseguir operar a verdadeira mudança, não atingir o verdadeiro alvo. Quando digo que ser ____ é não conseguir, é porque somos o caminho para o mito que a palavra postulou e o mundo, ou as negou, ou as perdeu. Se ninguém acredita nela, como seguir visivelmente pálido?
Que importância ele tem para a comunidade? Sua palavra comunica a quem, na confusão de vozes perdidas, e por quê? Ainda insiste em ser, apesar de tudo, apesar de todos, apenas por um propósito (misterioso, único?), uma meta, um rumo. Ser ____, o que ninguém desejaria ser, e mesmo assim crer, e embora luto, viver. Sem dúvida, é louvável ser ____. Poucos reconhecerão a importância disso ou verão nele uma luz no fim do túnel, da noite, do ser.
Se ser ____ é tão poderoso, porque negamo-lo? Por que desprezamos o que tem a dizer para nós e desejamos seu fim? Quem fê-lo tão forte, inextricável e ímpar, capaz de resistir até mesmo à injúria do ódio mais virulento e imundo? Seus olhos, suas mãos, seus meios. Onde reside sua dor? Que não o encontra e nem o fere? E, quando o atinge, o inspira? Esse ser ____ que alguns conseguem entender talvez seja um ser humano – ou um ser _____.
Um dia, todos serão como ele – inevitavelmente, reconhecerão que ele foi o responsável pelo dia tranquilo e o céu tempestuoso. A lembrança que terão dele restituirá todo o sentido e, de repente, ser _____ será tão bom quanto voltar a viver depois de estar morto-vivo. Não é dado a ela a razão que precisa ser. Ela nos fará sorrir à noite e nos forçará a esquecer o que negamos durante a manhã e que nosso coração imediatamente compreendeu.
Ser é. Contudo, poucos saberão que ele existe. Quase ninguém notará que ela resiste e como nós somos irmãos. O destino que rege a lei do desconhecido nos dirá a quem pertence tal ser. Será simples: à luz, entre todos, quando alguém surgir de um corpo e, pelo corpo, se conceber. E de um leve sono, logo após o anoitecer, todos os seus sonhos se tornarão a substância do tempo, a camada sob o silêncio e a saliência do prazer. Ser ____ nunca fará o outro, é um elo – que se abre à disposição; enlaçá-lo sempre dependerá de outro ser.

F.G.M.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Excluir o perfil das redes sociais



Escrever este texto significa a que ponto chegamos ao encararmos o mundo virtual como mundo ideal ou possível ou único. Ele não seria necessário, mas não sei me excluir de outra forma.
A decisão não foi fácil, por anos eu pensei nisto e agora me decidi por completo. Eu falo por mim, antes que me julguem, como é corriqueiro fazer nestas vias, – e juro que esta não é a minha última indireta. O que tenho a dizer é apenas um silêncio guardado há muito tempo e fora do prazo de validade. Nós não nos aproximamos, enfim, não melhoramos como ser humano, não fomos gentis com o outro, não compartilhamos o amor nem o silêncio atado ao nosso peito. Encenamos tudo, e tudo se tornara o inevitável e inabalável teatro da crueldade cotidianamente estrelado por nós. O que sobra de cada um naqueles pedaços de fotos, postagens e neurastenias? O que me tornei com isto aqui? Que ciúmes criaram de mim? Que notícias abortaram nos dedos? Que inveja se voltara contra o feiticeiro?
A cada dia, as redes sociais têm se tornado uma prisão onde ninguém escuta ninguém e onde cada um alimenta uma alienação maior de tudo (contrária a si mesma). Em meio a vídeos, ideologias, fotos e propagandas, as pessoas não se convenceram de nada e todos nós arrumamos intriga e dor e freios: urrando, berrando, xingando. As lutas, as bandeiras, os amados ou injustiçados, que sejam ouvidos pelo menos – se reais ou não. Há de haver algo genuíno em alguns desses discursos, para além da vaidade – e de um eu tão sucinto. E chega de baderna. Qualquer um pode ser livre, afinal, ninguém precisa seguir ninguém ou ninguém é “obrigado a nada”. Livre, sim, mas com limites, tão essenciais à sobrevivência, sobretudo na cidade, como todo ser vivo tem e mantém como uma lei.
Irei me recolher em minha insignificância ao excluir este perfil que tanto me fez sorrir e chorar e cantar. Nele, escrevi deveras coisas simples e também interessantes, postei fotos de instantes ímpares e me importei em demasia com alguns poucos amigos, que não excedem, tenham a certeza, a quantia numérica que dizem que tenho por aqui, mas, mesmo assim, representam muito para minha memória ainda. Lembro-me de como cheguei aqui, mas não quero contar mais uma história. A vida em cima. Sempre. Nada de publicidade gratuita, estúpida e explícita. Nada de produzir conteúdo sem retorno, apenas vício e ócio para os usuários. Nada de pose para enfeitar a ilusão da trágica moldura do ser no mundo algo real. E que sejamos mais reais do que a realidade imagina ou do que o mundo virtual nos condena. A vida pede vida. A vida nos anseia. A vida segue sem ti, não a abandones. Agarra-a, mas não a trate como o milésimo amor. Seja fiel! E pronto. O tempo é aquela flecha.
Flecha... e tentei fazer o mundo melhor por aqui – um lugar melhor – a partir de coisas simples e com o mais sincero amor que um ser humano pode colher durante a manhã ao despertar. Como qualquer louco que pensa ter juízo, disse coisas talvez impossíveis e que não eram ilusões do meu tamanho. Elas eram enormes e bem maiores do que dar “bom dia” com flores. Mas, veja-se só como as coisas se arredam de nós, cegos ou iludidos! Quem pode fazer o mundo melhor com palavras ditas ao acaso, utilizando um perfil no fim do mundo? Na verdade, eu não tentei aqui fazer nenhum mundo melhor. Eu só queria mesmo era distrair meu tempo, alugando a minha vida a troco de aborrecimento e indiferença. Mas não digam que pareço exagerado. Olhe para si e para o que tens feito por aí. Não há semelhança nenhuma entre dois iludidos, a não ser o fato de terem razão.
E tudo depende de como me sinto. E tudo depende de como eu penso. Nenhuma montanha-russa me assusta mais do que essas.

F.G.M.